12 de fev de 2012

13 de fevereiro Aniversário da Semana de Arte Moderna



 
                    13 de fevereiro

                                Dia do Aniversário da Semana de Arte Moderna


Em fevereiro de 1922, um grupo de poetas, escritores, artistas e intelectuais liderados por Mário de Andrade e Oswald de Andrade se reuniu para organizar três festivais no Teatro Municipal de São Paulo, com o objetivo de revolucionar a arte brasileira, rompendo com o parnasianismo e com a estética acadêmica presente nas obras de então. 

Foi a chamada Semana de Arte Moderna - que ocorreu em três noites: 
no dia 13, houve exposição de pintura e escultura, com duas conferências efetuadas por Graça Aranha e Ronald de Carvalho. 
O dia 15 foi dedicado à literatura e à poesia, com palestra proferida por Mennotti del Picchia. 
O dia 17 foi dedicado à filosofia e à música, com conferências proferidas por Renato de Almeida e Ronald de Carvalho. 

A Semana de Arte Moderna instituiu definitivamente o Movimento Modernista Brasileiro. A primeira obra literária, que marcou o início do movimento foi o livro de poesias de Mário de Andrade, Paulicéia desvairada. Nessa obra, Mário empregou os expedientes poéticos mais arrojados, que foram expostos e reunidos pela primeira vez. O livro revelou a poesia urbanista e fragmentária e retratou, numa visão anti-romântica, uma São Paulo cosmopolita e egoísta, com sua população heterogênea e sua burguesia cínica. A prosa foi marcada por Oswald de Andrade com o romance Os condenados. 

Os modernistas paulistas queriam propor uma "nova arte nacional", que surgiria da "antropofagia cultural", preconizada por Oswald de Andrade. 

O chamado Movimento Antropofágico foi talvez o mais importante para a institucionalização de uma estética e de uma cultura genuinamente brasileira. Baseava-se na idéia de que nos deveríamos livrar totalmente da submissão à cultura estrangeira, basicamente européia, que dominava a esfera intelectual do país. Seria necessária, pois, uma verdadeira canibalização da cultura européia, a qual seria suplantada pela superioridade de nossa cultura mestiça. 

O ponto alto do Movimento Antropofágico deu-se entre a década de 1960 e 1970 e se refletiu nas artes plásticas, na literatura xenófoba (avessa ao estrangeiro) e, sobretudo, na música. Nas artes plásticas, é preciso citar a exposição do pintor e escultor Hélio Oiticica, denominada "Tropicália". De acordo com Oitica, o Movimento Antropofágico, ilustrado pela sua "Tropicália", deveria contribuir para a criação de uma verdadeira e expressiva cultura brasileira, característica e forte. A herança européia e americana teria de ser absorvida, antropofagicamente, pela herança negra e indígena de nossa terra, que na verdade são as únicas significativas, pois a maioria dos produtos da arte brasileira é híbrida, intelectualizada ao extremo, vazia de significado próprio. 

A exposição "Tropicália" inspirou vários movimentos que marcaram definitivamente a identidade nacional. O principal deles deu-se na música, com o III Festival da Música Popular Brasileira, do qual nasceram os ícones de nossa música popular, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu lobo, Os Mutantes e muitos outros. Sem muita definição, segundo dizia Augusto de Campos, o movimento foi incorporando novos dados informativos: som universal, música pop, tropicalismo, música popular moderna, com nítida influência de Oswald de Andrade, o precursor da antropofagia cultural.

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