13 de mar de 2012

Os conflitantes números da Seduc.


Os conflitantes números da Seduc.
Em momentos de crise na educação, quando se acumulam perdas salariais exorbitantes, o servidor espera do gestor imediata negociação. A greve não agrada a sociedade e incomoda mais ainda o educador, obrigado no futuro a abrir mão dos dias de descanso para repor as aulas perdidas.
Nesse sentido, nada mais desagradável que ler, antes de qualquer intenção de ajuste dos ponteiros, ilações de um secretário que se utiliza de números irreais e discursos de celeridade para embasar impossibilidade de honrar compromissos firmados no passado.
Foi o que fez o escrevinhador Júlio Olivar, titular da Secretaria de Estado da Educação. Mal terminava a assembleia dos trabalhadores e o membro da Academia de Letras de Vilhena já compunha artigo sobre as agruras nas escolas e falta de recursos para suprir necessidades na área de infraestrutura – “leia-se eficiência enérgica” (sic). Tratou o dono do cofre com maior recurso do Estado, de colocar a responsabilidade em administrações anteriores, como se o servidor não houvesse votado na aventada Nova Rondônia.
Breve pesquisa na corte de contas do Estado (TCE-RO) revelou que Júlio Olivar discursou sem conhecimento de causa. O secretário informou que 80% do orçamento da pasta são para pagamento dos trabalhadores. O Tribunal de Contas diz que, entre folha e encargos sociais, a Seduc utiliza somente 62,23%. Outro número descabido é quanto aos recursos para investimentos. Olivar afirmou que existem apenas R$ 73 milhões, enquanto para o TCE, a Lei nº 2.676/2011 (Lei Orçamentária Anual – LOA), garantiu dotação orçamentária da Seduc – exercício 2012 – de R$ 920.243.676,00.
Calculemos: mesmo que a Seduc gastasse 80% do orçamento em pagamento de folha, ainda restariam R$ 184 milhões para o restante. E nem entremos em detalhes sobre os recursos federais oriundos do FNDE, programas exclusivos para a Educação e convênios firmados com municípios e União.
Pelo visto, caro leitor, há uma deficiência de professores de matemática nos quadros da Seduc.


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