10 de ago de 2012

10/08/2012 Centenário de Jorge Amado!

Jorge Amado: lirismo e militância na Bahia. 

Jorge Amado (1912-2001) nasceu em Pirangi, no Estado da Bahia. Trabalhou na imprensa e estudou Direito.

1931, mudou-se para o Rio de Janeiro e se tornou conhecido com a publicação do romance O país do carnaval.
alcançou notoriedade, entretanto, com dois romances publicados logo em seguida: Cacau e Suor.
Politicamente comprometido com ideias socialistas, participou da Aliança Nacional Libertadora, movimento frente popular, e foi preso em 1936. Libertado em 1937, morou em Buenos Aires, onde publicou a biografia de Prestes. De volta ao Brasil, em 1945, foi eleito deputado federal, mas teve cassado seu mandato político. Deixou novamente o país e residiu na França, na União União Soviética e em países das chamadas democracias populares até 52, quando retomou ao Brasil. Nessa ocasião já se tornara mundialmente -conhecido. Em 1959, ingressou na Academia Brasileira de Letras.
Seus livros são hoje traduzidos para mais de trinta línguas. A maior parte das obras do escritor, principalmente as primeiras que publicou, apresenta preocupação político-social, denunciando, num tom direto,lírico  e participante, a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes
pulares.
Conforme o autor foi amadurecendo, sua força poética voltou-se para os pobres, para a infância abandonada e delinquente, para a miséria do negro, para cais e os pescadores de sua terra natal, para a seca, o cangaço, a exploração do trabalhador urbano e rural e para a denúncia do coronelismo latifundiário.
Autor de obras de cunho regionalista e de denúncia social no início de sua carreira de escritor, Jorge Amado passou por diferentes fases até chegar à última delas, voltada para a crônica de costumes. Alfredo Bosi, crítico literário, distingue na obra do escritor cinco fases:

a) Um primeiro momento de águas-fortes da vida baiana, rural e citadina (Cacau, Suor), que lhe deram a fórmula do "romance proletário"; 
b) depoimentos líricos, isto é, sentimentais, espraiados em torno de rixas e amores marinheiros (Jubiabá, Mar Morto, Capitães da Areia); 
c) um grupo de escritos de pregação partidária (O Cavaleiro da Esperança, O Mundo da Paz); 
d) alguns grandes afrescos da região do cacau, certamente suas invenções mais felizes, que animam de tom épico as lutas entre coronéis e exportadores (Terras do Sem-Fim, São Jorge dos Ilhéus); 
d) mais recentemente, crônicas amaneiradas de costumes provincianos (Gabriela, Cravo e Canela, Dona Flor e Seus Dois Maridos). Nessa linha, formam uma obra à parte, menos pelo espírito que pela inflexão acadêmica do estilo, as novelas reunidas em Os Velhos Marinheiros. Na última fase abandonam-se os esquemas de literatura ideológica que nortearam os romances de 30 e de 40; e tudo se dissolve no pitoresco, no "saboroso", no "gorduroso", no apimentado do regional. 

(História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1978. p. 457.)

2 comentários:

Célia Maria de Sousa Arruda Jacobino disse...

Olá!
Grande e inesquecível Joege Amado, suas obras sãi imortais.Um geito especial com pitadas de um tempero baiano que sómente elê sabia escrever suas histórias, sobre o povo da Bahia.
Cheguei aqui através de amigos, amei seu blog e já estou a te seguir.
Tenha um fim de semana com muita paz.
Abraços.
http://wwwavivarcel.blogspot.com.br

Célia Maria de Sousa Arruda Jacobino disse...

Me desculpando pelos erros de digitação.Falta de atenção.
Tentei apagar o comentário para fazer outro sem erro, mas não foi possível.
Me desculpe.
Bjos.