14 de mar. de 2012

Trabalhadores em educação decidem na maioria das Regionais suspender a greve a partir de segunda-feira.



A direção do Sintero encaminhará ao governo do Estado nesta quinta-feira ofício informando a decisão dos trabalhadores em educação estaduais, tomada em assembleias realizadas em todas as Regionais, acerca da proposta apresentada pelo governador Confúcio Moura na rodada de negociação de segunda-feira, dia 12/03.

Das 11 Regionais do Sintero, seis decidiram aceitar a proposta do governo e suspender a greve a partir de segunda-feira, quatro rejeitaram a proposta do governo e decidiram manter a greve, e uma Regional está dividida mas com a maioria dos municípios optando por aceitar a proposta e suspender a greve.

O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, destacou que a proposta praticamente arrancada do governo pelo comando de greve ainda não é a adequada e não resolve todos os problemas dos trabalhadores em educação, mas considera que houve um avanço importante, pois, antes da greve o governo oferecia apenas 6,5% de aumento.

Além do realinhamento de 6,5%, do aumento de 40% nas gratificações e, do enquadramento emergencial, aprovação do Plano de Carreira até julho, o governo aceitou aumentar os recursos para pagamento da licença prêmio para R$ 200 mil por mês. Considerando o retroativo de janeiro a abril, a primeira parcela será de R$ 800 mil.

“Essa proposta do governo ainda não recupera os prejuízos causados por período de truculência e abandono da educação, mas representa o resultado positivo da luta da categoria”, disse Manoel Rodrigues.

Nas assembleias convocadas pelo Sintero os trabalhadores em educação entenderam que era possível aceitar essa proposta mantendo o estado de mobilização bem como participando e acompanhando a reformulação do Plano de Carreira.

A direção do Sintero ressaltou que a luta dos trabalhadores em educação não termina com a suspensão da greve, pois a categoria vai participar da elaboração do plano e cobrar o cumprimento de cada item da proposta, podendo retomar a greve em agosto, caso haja descumprimento por parte do governo.

VEJA COMO FOI A DECISÃO DAS REGIONAIS

REGIONAL NORTE – Em assembleia realizada na Praça do Palácio com a participação de mais de mil trabalhadores em educação, a categoria decidiu aceitar a proposta do governo e manter estado de mobilização até julho, último prazo para aprovação do Plano de Carreira. Ficou deliberado que a categoria não inicia o segundo semestre letivo de 2012 em agosto caso o Plano de Carreira não tenha sido aprovado com valorização digna e carreira com enquadramento de professores e técnicos. Embora tenha decidido suspender a greve, os trabalhadores em educação aprovaram a participação na greve nacional convocada pela CNTE e só voltar ao trabalho na segunda-feira, garantindo o abono das faltas e o recebimento do salário de março integral.

REGIONAL MAMORÉ – Os trabalhadores em educação, reunidos em assembleia em Guajrá-Mirim, decidiram aceitar a proposta do governo, suspender a greve até julho e acompanhar a elaboração do Plano de Carreira.

REGIONAL ESTANHO – Em assembleia realizada hoje em Ariquemes, os trabalhadores em educação da Regional Estanho decidiram aceitar a proposta do governo e suspender a greve, retornando ao trabalho a partir de segunda-feira. A categoria decidiu reunir trabalhadores em educação de todos os Municípios que compõem a Regional em um grande ato público na cidade de Ariquemes nesta quinta-feira pela manhã.

REGIONAL CENTRO I – Em assembleia realizada na cidade de Jaru os trabalhadores em educação rejeitaram a proposta do governo e decidiram manter a greve.

REGIONAL CENTRO II – Em assembleia realizada na cidade de Ouro Preto D’Oeste os trabalhadores em educação decidiram rejeitar a proposta do governo e manter a greve.

REGIONAL RIO MACHADO – Em assembleia realizada na cidade de Ji-Paraná os trabalhadores em educação decidiram manter a greve até sexta-feira, acompanhando a greve nacional convocada pela CNTE. A categoria decidiu que aceita a proposta do governo, menos o prazo até julho para a aprovação do Plano de Carreira. Para tentar reduzir esse prazo, a categoria aprovou a elaboração de um abaixo-assinado a ser encaminhado ao governo. Ficou deliberado o retorno ao trabalho a partir de segunda-feira.

REGIONAL GUAPORÉ - Em assembleia realizada em Presidente Médici, a categoria decidiu aceitar a proposta do governo e manter estado de mobilização até julho, último prazo para aprovação do Plano de Carreira. Ficou deliberado que a categoria não inicia o segundo semestre letivo de 2012 em agosto caso o Plano de Carreira não tenha sido aprovado com valorização digna e carreira com enquadramento de professores e técnicos. Embora tenha decidido suspender a greve, os trabalhadores em educação aprovaram a participação na greve nacional convocada pela CNTE e só voltar ao trabalho na segunda-feira, garantindo o abono das faltas e o recebimento do salário de março integral.

REGIONAL CAFÉ - Em assembleia realizada na cidade de Cacoal os trabalhadores em educação decidiram rejeitar a proposta do governo e manter a greve.

REGIONAL APIDIÁ - Os trabalhadores em educação, reunidos em assembleia em Pimenta Bueno, decidiram aceitar a proposta do governo, suspender a greve até julho e acompanhar a elaboração do Plano de Carreira. A categoria, porém, decidiu aderir à greve nacional da CNTE até sexta-feira e fazer manifestações em Pimenta Bueno.

REGIONAL MATA – Em assembleia realizada em Rolim de Moura os trabalhadores em educação rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve.

REGIONAL CONE SUL – Em assembleias realizadas nos municípios de Colorado D’Oeste, Cerejeiras, Corumbiara, Chupinguaia e Pimenteiras os trabalhadores em educação decidiram aceitar a proposta do governo e suspender a greve. Em Vilhena a categoria ficou dividida, mas por uma pequena diferença a maioria decidiu rejeitar a proposta e manter a greve. Ficou marcada uma nova assembleia para sexta-feira. Considerando que apenas um município da Regional decidiu manter a greve, será avaliado que a maioria da Regional decidiu suspender a greve.

FONTE:SINTERO.



13 de mar. de 2012

Vilhena Continua em Greve.Parabéns Companheiros!

Mais uma vez os Trabalhadores em Educação de Vilhena deram um Show de maturidade política, não aceitando a contra proposta do Governo de Rondônia.
Não queremos esmola governador, queremos valorização profissional e um salário digno.
Parabéns companheiros! Trabalhador unido e consciente jamais será vencido!


Os conflitantes números da Seduc.


Os conflitantes números da Seduc.
Em momentos de crise na educação, quando se acumulam perdas salariais exorbitantes, o servidor espera do gestor imediata negociação. A greve não agrada a sociedade e incomoda mais ainda o educador, obrigado no futuro a abrir mão dos dias de descanso para repor as aulas perdidas.
Nesse sentido, nada mais desagradável que ler, antes de qualquer intenção de ajuste dos ponteiros, ilações de um secretário que se utiliza de números irreais e discursos de celeridade para embasar impossibilidade de honrar compromissos firmados no passado.
Foi o que fez o escrevinhador Júlio Olivar, titular da Secretaria de Estado da Educação. Mal terminava a assembleia dos trabalhadores e o membro da Academia de Letras de Vilhena já compunha artigo sobre as agruras nas escolas e falta de recursos para suprir necessidades na área de infraestrutura – “leia-se eficiência enérgica” (sic). Tratou o dono do cofre com maior recurso do Estado, de colocar a responsabilidade em administrações anteriores, como se o servidor não houvesse votado na aventada Nova Rondônia.
Breve pesquisa na corte de contas do Estado (TCE-RO) revelou que Júlio Olivar discursou sem conhecimento de causa. O secretário informou que 80% do orçamento da pasta são para pagamento dos trabalhadores. O Tribunal de Contas diz que, entre folha e encargos sociais, a Seduc utiliza somente 62,23%. Outro número descabido é quanto aos recursos para investimentos. Olivar afirmou que existem apenas R$ 73 milhões, enquanto para o TCE, a Lei nº 2.676/2011 (Lei Orçamentária Anual – LOA), garantiu dotação orçamentária da Seduc – exercício 2012 – de R$ 920.243.676,00.
Calculemos: mesmo que a Seduc gastasse 80% do orçamento em pagamento de folha, ainda restariam R$ 184 milhões para o restante. E nem entremos em detalhes sobre os recursos federais oriundos do FNDE, programas exclusivos para a Educação e convênios firmados com municípios e União.
Pelo visto, caro leitor, há uma deficiência de professores de matemática nos quadros da Seduc.